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Futuro do e-commerce: o que esperar até 2025?

expectativa-e-commerce-2025 Futuro do e-commerce: o que esperar até 2025?

O e-commerce é uma indústria que foi fortemente impulsionada devido às múltiplas restrições geradas pela pandemia do Covid-19, o que fez com que a principal forma de obtenção de bens e serviços fosse pela Internet.

No período de 2020 a 2021, o setor quebrou vários recordes de faturamento e volume de vendas em todos os países, tornando-se um negócio altamente lucrativo.

Atualmente, o comércio eletrônico continua apresentando um crescimento positivo e em um nível mais sustentável do que nos anos anteriores.

E engana-se quem acredita que esse ‘boom’ do mercado on-line está chegando ao seu fim. Além do crescimento contínuo, as expectativas para o futuro também são boas, fazendo com que cada vez mais empresas considerem migrar seus negócios para o mundo digital.

Mas, antes de falar das expectativas para o e-commerce até 2025, vamos entender como ele surgiu e como foi sua ascensão? Acompanhe!

O nascimento do e-commerce

Nos Estados Unidos, o e-commerce surgiu em 1995, quando duas grandes empresas – Amazon e eBay – tomaram interesse e investiram na ferramenta Electronic Data Interchange (EDI), muito utilizada na época.

Explicando rapidamente, o EDI é uma ferramenta que substitui documentos em papel, como ordens de compra ou faturas.

Nas transações EDI, as informações são movidas por meio de um programa de computador, de uma organização para outra.

Na época, foi um grande avanço, pois com esse recurso automatizado, os dados podiam ser compartilhados rapidamente em vez de horas, dias ou semanas necessários ao usar documentos em papel, ou outros métodos.

O modelo de negócio criado pelas duas companhias na década de 90 estabeleceu em todo o mundo padrões que são aplicados no setor até hoje: catálogo on-line, campo para pesquisa e carrinho de compras.

No Brasil, o comércio eletrônico chegou no mesmo ano por meio da Booknet, loja de livros on-line que, mais tarde – em 1999 -, foi comprada pelo Submarino.

No entanto, a consolidação do e-commerce no país só aconteceu após a popularização da internet discada, em 1999.

Segundo a 17ª edição do Relatório “WebShoppers” realizado pela e-bit, logo no início, em 2001, o setor faturou aproximadamente R$ 0,5 bilhão. Número esse que foi aumentando ano após ano.

Em 2007, o faturamento foi de R$ 6,3 bilhões, apresentando um aumento de 43% em relação a 2006.

Tomando como base os 6 primeiros anos do e-commerce no país, o crescimento total do setor foi de mais de 1.000%.

E esses números apenas se tornaram ainda mais expressivos ao passar dos anos.

Ascensão do e-commerce

É inegável que a economia brasileira sofreu um grande impacto com a pandemia do coronavírus no início de 2020, causando prejuízos financeiros a muitos setores.

Um deles foram os shoppings que, segundo dados da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), tiveram uma queda de 33% do faturamento em 2020, em comparação com 2019.

Contudo, uma das poucas indústrias que não foram afetadas foi a de comércio eletrônico, que, aliás, deu início a sua ascensão.

De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o crescimento nas vendas on-line foi de 68% em 2020. Além disso, o e-commerce dobrou sua taxa de participação no faturamento total do varejo no país, indo de 5% em dezembro de 2019 para 14,4% em novembro de 2020.

Esse salto do comércio eletrônico em 2020 foi o maior já visto no país, o que levou 150 mil lojas a começarem a vender por plataformas digitais e 20,2 milhões de consumidores realizarem a primeira compra on-line.

Já em 2021, o e-commerce bateu outro recorde, só que dessa vez de faturamento. Isso quando todos esperavam que os números do setor começariam a cair, devido à flexibilização e até o fim das restrições impostas pela pandemia.

Mas o que aconteceu foi justamente o contrário. Mesmo com as reaberturas das lojas, o e-commerce conquistou 15,4 milhões de novos clientes em 2021.

Isso se deve principalmente à mudança de comportamento do consumidor, que passou a valorizar mais a qualidade do produto, experiência e tempo.

Comprando on-line, o tempo é otimizado e a experiência é geralmente melhor, já que é totalmente personalizada com suas preferências.

Já em relação à qualidade do produto, o consumidor consegue buscar de uma maneira mais rápida e fácil, informações sobre o item de desejo por toda a internet. Inclusive reviews de outros usuários. Algo que não é possível na loja física.

E além de ter atraído milhões de novos clientes é preciso considerar o cenário econômico em que o e-commerce cresceu. Segundo pesquisa da Neotrust, o comércio eletrônico brasileiro faturou R$161 bilhões, revelando um crescimento de 26,9% comparado ao ano anterior. Um número expressivo, já que foi alcançado mesmo em meio a inflação e altas taxas de desemprego.

O que podemos esperar do e-commerce até 2025?

A pandemia foi um grande combustível para o e-commerce. Mas, como vimos, a quarentena apenas acelerou o crescimento do setor, que já vinha conquistando números expressivos ano após ano.

Atualmente, segundo um levantamento da CupomValido, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking de crescimento de vendas on-line, com 22,2% no ano de 2022.

E apesar do alto faturamento e grande número de consumidores que passaram a fazer compras on-line, o comércio eletrônico ainda tem muito espaço para avançar no país.

Ainda segundo o mesmo estudo da CupomValido, o país tem o dobro de expectativa de crescimento da média mundial, que é de 11,35%. Isso coloca o Brasil acima de países como Estados Unidos (14,55%), França (11,68%) e Japão (14,7%).

Mas essa média tão alta do país em relação aos outros têm uma explicação. Enquanto nos EUA e no Japão 77% da população realizaram pelo menos uma compra nos últimos 12 meses, no Brasil, esse número é de apenas 49%.

E as expectativas sobre a expansão do nosso e-commerce são altas. Principalmente em relação a outros países.

O estudo The Global Payments Report 2022, da Worldpay from FIS estima que o mercado global de e-commerce cresça 55,3% até 2025. Já o mercado brasileiro de comércio eletrônico deve expandir 95% até lá.

Outro número impressionante do setor está relacionado à Índia, país que hoje possui um comércio eletrônico que cresce 18,4% ao ano.

De acordo com um relatório da empresa de gestão de patrimônio privado Bernstein, espera-se que o país do sul asiático tenha mais usuários de comércio eletrônico até 2025 do que a população total dos EUA.

No total, a indústria de comércio eletrônico em todo o mundo deve crescer quase US$ 11 trilhões entre 2021 e 2025.

Portanto, a hora de digitalizar o seu negócio e começar a vender on-line é agora!

Quer se informar sobre estratégias e obter informações importantes para você colocar o seu negócio no comércio eletrônico?

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