29 de setembro de 2021
Redação Alternativa

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Em um mercado ainda impactado pela crise sanitária e econômica que começou em 2020, empresas de vários setores buscam se posicionar de maneira estratégica, entregando valor para o cliente. Para o e-commerce não é diferente. Cada vez mais, as lojas virtuais precisam garantir diferenciais.

Uma das novidades recentes que têm sido incorporadas em muitos negócios de e-commerce é o uso do PIX no varejo. Além de melhorar a experiência do cliente, já que a aprovação do pagamento é instantânea, o PIX também traz benefícios para o lojista.

Mas, afinal, na prática, qual tem sido o impacto do PIX no e-commerce?

Neste artigo, buscamos entender se a solução realmente teve a adesão dos varejistas e dos consumidores. Além disso, elencamos também quais desafios ainda precisam ser enfrentados pelo setor para uma maior aderência do PIX no varejo.

Quer saber mais? Continue lendo o artigo!

O lado positivo do impacto do PIX no e-commerce

Embora ainda existam muitos desafios a serem superados na implementação do PIX no varejo, o fato é que o sistema de pagamento instantâneo traz uma série de benefícios para o e-commerce.

Veja algumas das vantagens do impacto positivo do PIX no e-commerce:

  • Alta disponibilidade: permite a realização de pagamentos e transferências 24 horas por dia, 7 dias da semana, incluindo finais de semana e feriados;
  • Rapidez na transação: o valor transacionado sai imediatamente da conta do cliente, sendo creditado, em até 10 segundos, na conta da empresa.
  • Aumento da oferta de meios de pagamento: agora, o cliente que preferia comprar no boleto pode optar pelo uso do PIX. Dessa maneira, nem ele nem a loja precisam esperar pela compensação do boleto;
  • Melhora da experiência de compra do cliente: essa agilidade no pagamento impacta na experiência de compra do consumidor, tornando a jornada de compra mais simples, fluida e rápida;
  • Diversificação do público atendido: hoje, o cliente que tem uma conta bancária certamente possui, pelo menos, uma chave Portanto, a aceitação do PIX no e-commerce amplia muito o grupo de potenciais consumidores;
  • Melhora do fluxo de caixa: fazer o controle das transações e a gestão fiscal se torna mais simples. Afinal, você evita aquelas situações de boletos não pagos e trabalha com valores que passam para a conta da empresa instantaneamente;
  • Aprimoramento da gestão de estoque: o PIX no e-commerce também facilita a gestão de estoque, uma vez que você não precisa reservar os itens do pedido até a compensação do boleto.

PIX no varejo: números de adesão e perspectiva de consolidação do sistema de pagamento

Desde a implantação do PIX em novembro de 2020, foi possível observar um movimento de aprendizado dos usuários. Como essa é uma solução nova, a tendência é que leve algum tempo até que o PIX se torne um meio de pagamento amplamente usado no varejo tanto por lojistas quanto por clientes.

De acordo com pesquisa encomendada pela IDid e realizada pela consultoria GMattos, apenas 16,7% dos estabelecimentos oferecem a ferramenta como opção.

Os números mostram que o PIX ainda está longe de ser a principal forma de pagamento dos lojistas:

  • Cartão de crédito – 98,3% trabalham com ele como meio de pagamento;
  • Boletos bancários – 75% de adesão;
  • Wallets (carteiras digitais) – 50% de aceitação;
  • Cartão de débito – 38,3%.

Ainda assim, os lojistas precisam ficar atentos porque a tendência é de crescimento na adoção do PIX no varejo. O sistema de pagamento já é amplamente usado no país. Tanto é verdade que o número de transações feitas via PIX já é cinco vezes maior do que as transferências via TED.

Além disso, seguindo a tendência de adesão ao sistema, grandes companhias têm optado por adotar o PIX no varejo. Recentemente, a Americanas passou a aceitar PIX em 100% das lojas físicas.

Sabendo do fortalecimento do PIX, ainda para este ano de 2021, o Banco Central deve trazer duas novidades: a possibilidade de saque em lojas físicas e o PIX Cobrança, uma espécie de boleto gerado via QR Code com a configuração de dados como juros, multa e descontos.

O chamado ‘Mecanismo Especial de Devolução’ tem como objetivo padronizar regras e procedimentos que viabilizam a devolução de valores. A resolução deve entrar em prática a partir do dia 16 de novembro de 2021, quando o sistema completará um ano de vida.

Ainda para este ano de 2021 o Banco Central deve trazer duas outras novidades: a possibilidade de saque em lojas físicas e o PIX Cobrança, uma espécie de boleto gerado via QR Code com a configuração de dados como juros, multa e descontos.

Dados confirmam: brasileiro quer PIX no varejo

De acordo com pesquisa realizada pelo C6 Bank e pelo Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), 67% dos brasileiros querem usar o PIX no varejo. Especialmente entre os jovens, na faixa entre 16 e 24 anos, essa disposição é ainda mais evidente. O número de pessoas que desejam usar o PIX no e-commerce é quase seis vezes maior dos que aqueles não querem adotar.

A pesquisa revela ainda que a resistência à plataforma aumenta conforme a idade. Na população com mais de 55 anos, por exemplo, a cada duas pessoas, uma não quer pagar contas com PIX no varejo.

Além disso, a pesquisa também apontou que o índice de aceitação é maior nas regiões Norte/Centro-Oeste e nas cidades com até 500 mil habitantes.

Como oferecer o PIX no e-commerce?

Como vimos até aqui, o PIX tem tudo para transformar o e-commerce e o varejo físico, facilitando o controle do fluxo de caixa e da gestão fiscal. De outro modo, a possibilidade de reduzir custos com transações financeiras, oferecer descontos e otimizar o envio de mercadorias também coloca o varejista em lugar de destaque.

Tudo isso melhora a experiência do cliente e aumenta o potencial competitivo da empresa.

Agora, a dúvida é: como oferecer o PIX no e-commerce?

Você pode fazer isso de duas formas: gerar um QR Code para o cliente no momento do checkout ou um código para o pagamento.

Nas compras feitas pelo computador, o cliente usa seu smartphone para fazer a leitura do QR Code e debitar o valor do seu banco ou carteira digital.

Já nas compras realizadas via dispositivos móveis, o cliente precisa apenas copiar o código gerado e colar no seu app bancário ou e-wallet. Simples e prático assim!

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