9 de julho de 2019
Redação Alternativa

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Segundo informações da Associação Brasileira de Shopping Centers (ABRASCE), o ano de 2018 fechou com um total de 563 shopping centers espalhados em 212 cidades pelo Brasil e que oferecem 104.928 lojas girando um faturamento de R$ 178,7 bilhões e gerando mais de 1 milhão de empregos diretos.

Todos esses números apontam que o setor apresenta um impacto relevante no mercado, principalmente no interior do país já que 43% desses centros de compras estão localizados em cidades com menos de 500 mil habitantes, de acordo com o levantamento da ABRASCE.

Mas mesmo com todo esse impacto positivo, é comum escutar entre os consumidores que grande parte dos shoppings centers são “mais do mesmo” e não trazem muita inovação e diferenciais. Com a expansão da tecnologia e desenvolvimento da Internet das Coisas (IoT), porém, essa realidade pode mudar e para melhor!

Mas, como a IoT pode mudar os negócios?

Tal fato advém, dos impactos trazidos com a aplicação da IoT no dia-a-dia das pessoas e também dos negócios. Este novo paradigma modifica comportamentos, hábitos de consumo e a maneira que o relacionamento entre empresa e consumidor se desenvolve.

Com tudo isso, novos parâmetros devem ser levados em consideração pelas empresas na hora de oferecer seus produtos e/ou serviços aos consumidores. E os shoppings centers não ficam alheios a essa novidade.

Afinal de contas, o que é essa tal de IoT?

Para compreender melhor essa nova realidade é importante ter mente o conceito de IoT. Em resumo, a Internet das Coisas permite a conexão entre máquina/máquina e usuário/máquina, ou seja, é a conexão dos itens do nosso cotidiano aos nossos smartgadgets – como smartphones, notebooks, assistentes virtuais, tablets etc – com acesso à internet.

Por meio dessa conexão, é possível tornar o mundo físico e o virtual cada vez mais unido de maneira que a nossas vidas off e online possam ser integradas de modo contínuo, permitindo o uso mais inteligente de diversos utensílios ao permitir a comunicação entre os aparelhos.

Um bom exemplo da aplicação da IoT pode ser visualizado através do uso dos assistentes virtuais, como Alexa da Amazon, em sua casa. Como a Alexa é dotada de inteligência artificial, com o tempo a assistente vai aprendendo a sua rotina e suas preferências, podendo automatizar alguns processos do cotidiano, como ajustar a temperatura do ambiente quando você chega em casa, colocar certo estilo de música para tocar quando você está cozinhando e até mesmo abrir o Netflix na sua smart TV quando sai um novo episódio da sua série favorita.

E se na nossa casa diversos procedimentos podem ser automatizados, para tornar nossa vida mais confortável e simples, imagine o que essa tecnologia não pode fazer para a sua empresa melhorar a experiência de consumo de seu cliente?

A IoT pode tornar os shopping centers mais inteligentes?

Ao possibilitar a conexão direta entre a sua loja e os smartgadgets dos clientes, a IoT permite que as lojas possam traçar padrões de comportamento de forma extremamente personalizada e única ao consumidor.

Essa individualização da experiência do consumo que permite o acompanhamento da jornada do consumidor pode melhorar a taxa de fidelização entre os clientes e ainda atrair novos consumidores para a sua loja e para o ambiente dos shopping centers em si, aumentando a reputação desses negócios perante o mercado.

Além disso, essa inovação ainda pode ajudar na gestão interna dos shopping centers ao:

  • Aumentar a eficiência da gestão da cadeia de suprimentos: através do uso de aplicativos de rastreamento de entregas a gestão logística dos shoppings pode se tornar muito mais eficiente e organizada, sendo que ainda é possível alinhar o fluxo de entregas de mercadoria às campanhas de marketing do próprio shopping. Por exemplo, imagine que seu cliente foi ao shopping em busca de um tênis Y de cor X, mas só pode encontrar esse modelo na cor Z em todas as lojas do shopping e então não realizou a compra; agora imagine que o shopping consiga verificar que há previsão de chegada do tênis no modelo e cor desejada dentro de 3 dias em determinada loja e notifique o cliente deste fato antes mesmo de ele sair do ambiente do shopping. É muito mais provável que este cliente volte para comprar o produto daqui a 3 dias, do que saia em busca de outros lugares para encontrar o modelo na cor desejada.
  • Aumentar o controle do inventário das lojas: ao aplicar a IoT na gestão de inventário das lojas, é possível tornar o processo mais seguro, controlado e preciso, permitindo ainda que a visibilidade da localização dos produtos seja otimizada através da implantação de chips e sensores sincronizados a sistemas de back office, como ERPs.
  • Reduzir as fraudes e o furtos: também é possível ganhar um aliado na segurança com a implementação de sistemas de controle de mercadoria mais inteligentes, o mesmo acontece ao se adotar o uso de câmeras inteligentes treinadas para identificar esses comportamentos nocivos ao negócio dentro do ambiente dos shopping centers. Desse modo, é possível tornar até mesmo a gestão destes incidentes mais humanizada, pois é possível analisar o comportamento suspeito antes de abordar a pessoa.
  • Aumentar a taxa de produtividade dos colaboradores: ao automatizar e agilizar a identificação de padrões de consumo dos clientes é possível tornar o trabalho dos colaboradores mais assertivo e focado em resultados quando o assunto é atendimento ao cliente. Da mesma forma, é possível monitorar se a exposição dos produtos está adequada à visão e acesso dos clientes, ou se o layout precisa de alguma alteração que possa trazer impactos positivos à taxa de conversão.

Como se pode notar, há um mundo de possibilidades para a aplicação da IoT no ambiente comercial e melhoria de seus serviços. É importante ter em mente, porém, que grande parte dessas ações envolve a coletar de informações dos clientes, de modo que esses dados podem estar sujeitos à regulamentação de proteção de dados (LGPD), por conta disso, é sempre importante verificar se a coleta das informações é dotada de consentimento do consumidor, respeita o princípio da transparência e todos os demais direitos envolvidos na manuseio de informações pessoais do consumidor.

Deste modo, os shoppings podem oferecer experiências de consumo inovadoras, tornando a experiência de compra dos consumidores nestes ambientes ainda mais agradável e otimizada.