9 de março de 2018
Ilson Rezende

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Uma dúvida comum entre os lojistas quando eles decidem vender nos marketplaces é qual a diferença entre integrar via ERP, Hubs e Plataformas com o marketplace.

Com o objetivo de ajudar você a esclarecer qual a melhor opção para o seu negócio, coloco aqui os principais pontos que devemos levar em consideração. Não existe escolha melhor ou pior, mas sim a mais adequada para o seu objetivo ao vender em marketplaces. Tomei a liberdade de não considerar nessa análise questões como preço, para focar especificamente em características que vão suportar sua estratégia de negócio a longo prazo.

O que é um sistema ERP para marketplaces: prós e contras

O foco dos ERPs é a gestão da empresa como um todo, compreendendo diversos processos para atender tanto as demandas do negócio, quanto demandas legais. A integração com marketplaces normalmente é uma funcionalidade entre muitas e tende a fazer bem o trabalho de disponibilizar dados do produto nos marketplaces, bem como manter os estoques atualizados.

O desafio aqui é que as especificidades de cada canal, de modo genérico, devem ser tratadas manualmente, muitas vezes no “Painel do Seller” disponibilizado pelo próprio marketplace. Isso certamente vai gerar um esforço operacional extra, por exemplo: a descrição de um produto no Mercado Livre não pode ser aplicada de forma equivalente no B2W.

Caso aplique somente o que o B2W permite, no contexto do Mercado Livre, fica um anúncio muito rústico e faltando informações, o que diminui a chance de conversão de venda no canal.

Outro ponto relevante é que normalmente os ERPs são integrados a poucos marketplaces. Dessa forma, é importante verificar os marketplaces que você tem como estratégia e pensa em entrar a longo prazo, assim como realizar uma escolha consciente do ERP implantado em sua empresa.

Dicas para utilizar um sistema ERP

Para lojistas que têm uma pequena quantidade de SKUs, poucas mudanças de preço durante o mês ou estão iniciando a operação com marketplaces, utilizar um ERP que já tenha uma integração ativa é uma boa ideia.

Outro ponto importante é que um volume considerável de consultas ou vendas pode impactar diretamente na sua operação interna, pois não existe uma aplicação intermediária suportando o excesso de chamados do ERP, tenha em mente que normalmente os ERPs são desenvolvidos considerando algumas dezenas de usuários simultâneos.

Em uma Black Friday, por exemplo, além dos usuários internos, terá chamados de centenas de usuários externos: seja para consulta de frete, para integrar estoque ou para integrar pedidos. Portanto, considere o impacto do volume de novas transações na sua operação do dia a dia. Abaixo, na figura 1, encontra-se o fluxo de integração via ERP:

Figura 1: Fluxo de Integração de Marketplace via ERP. - Blog Alternativa

Figura 1: Fluxo de Integração de Marketplace via ERP.

 

Plataformas com Integrações Prontas

Embora várias plataformas tenham as mesmas dificuldades do ERP, elas já são aplicações mais robustas e pensadas para grandes volumes de transações de venda. Outra vantagem em relação ao ERP é que normalmente possuem recursos para adequar o catálogo em cada marketplace, ajudando o usuário a não perder tempo com complemento de informações do catálogo de produtos para cada marketplace com cadastros mais completos e bem feitos em um único local.

Só vale lembrar que as plataformas têm foco na própria plataforma, dando pouca ou nenhuma ênfase para evolução de recursos que aumente a competitividade nos marketplaces.

O desafio aqui é controlar estoques, principalmente de pedidos pendentes e pagamentos que entram via marketplace. Muitas vezes, por uma falta de controle mais apurado, o gestor terá dificuldade para disponibilizar 100% do seu estoque em todos os canais, precisando manter reservas técnicas.

Portanto, é indicado para vendedores que têm como estratégia o marketplace atuando como um complemento de vendas do seu principal canal: o seu próprio e-commerce.

Na figura 2, verifica-se o fluxo de integração via plataforma de e-commerce:

 Figura 2: Fluxo de Integração de Marketplace via Plataforma. - Blog Alternativa

Figura 2: Fluxo de Integração de Marketplace via Plataforma.

Marketplace Hub

A principal desvantagem da Hub é ter que lidar com mais de um fornecedor e, neste caso, uma boa solução é integrar diretamente com seu ERP sem passar pela plataforma de e-commerce. Por outro lado, possuem recursos que muitas vezes vão além da integração e tratam melhor as especificidades dos dados para cada marketplace sem que o lojista/seller tenha que se preocupar com isso.

Por exemplo: B2W tem requisitos de descrição de anúncio e definição de características muito diferente da Netshoes ou Walmart; ou ainda eventuais falhas nas chamadas das integrações com marketplace para a plataforma; os hubs lidam com isso mais tranquilamente que as plataformas facilitando a vida do lojista/seller.

Outras vantagens são funcionalidades complementares como: flexibilização de políticas de preço e frete por marketplace, entre outros. Também é possível apontar que, usualmente, as hubs são mais simples de operar por serem ferramentas especialistas, reduzindo assim o custo operacional.

Outro ponto positivo a destacar é que por serem plataformas independentes do ERP e da Plataforma do e-commerce, não há sobrecarga de transações em sua operação do dia-a-dia, nem na plataforma em função de aumento expressivo de consultas ou vendas. Assim, sellers mais competitivos, em que o marketplace é sua principal estratégia de venda e que desejam competir nos marketplaces possivelmente serão mais felizes com essa escolha. O fluxo abaixo, na figura 3, resume a integração via hub:

Figura 3: Fluxo de Integração de Marketplace Hub. - Blog Alternativa

Figura 3: Fluxo de Integração de Marketplace Hub.

Hub 2.0

Existem ainda os HUBs de segunda geração (Hub 2.0), como pode-se verificar na figura 4, que mantêm os mesmos princípios de arquitetura das integrações via Hubs, mas com escopo de funcionalidades que vão muito além de enviar e trazer informação. Tais funções ajudam o seller a competir e melhorar sua reputação nos marketplaces, como, por exemplo: monitoramento de “buy box”, indicadores de consulta x conversão, entre outros recursos de apoio ao aumento da venda e aumento da reputação. Sellers do Mercado Livre, por exemplo, já estão acostumados a conviver com Hubs e E-builders, os Hubs 2.0 começam a integrar soluções que unificam esses dois mundos.

 

Figura 4: Quantidade de funcionalidades para vender e competir em marketplace - Blog Alternativa

Figura 4: Quantidade de funcionalidades para vender e competir em marketplace

O melhor para sua empresa

De maneira geral, você sempre vai encontrar mais recursos para operação com marketplaces nos hubs, mas nem por isso o hub será a melhor decisão para o seu caso. Desse modo, não existe uma escolha boa para todos e sim a que melhor se adequa para sua estratégia de negócio. Como para qualquer software, sempre sugiro fazer uma matriz de decisão com critérios de escolha e pesos para cada critério. Com isso, certamente, você vai fazer a escolha do sucesso!

é Presidente fundador da DB1 Global Software e CEO do ANYMARKET, um Marketplace Hub criado e desenvolvido pela DB1 para atender ao universo e-commerce. Considerado referência de mercado, é uma solução que conecta as ferramentas de e-commerce aos maiores marketplaces como Mercado Livre, Netshoes, Dafiti, Cnova, Walmart, B2W, Magazine Luiza, Carrefour, entre outros.