7 de novembro de 2017
Redação Alternativa

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Já dizia Oswald de Andrade que o brasileiro é adepto da antropofagia cultural por essência e não foi a tecnologia que conseguiu modificar esse comportamento. Há 7 anos a Black Friday chegou no Brasil, buscando introduzir uma nova data para a movimentação do mercado nacional e neste ano os comerciantes discutem uma possível modificação na data da Black Friday do país em 2018.

A famosa data comercial surgiu de forma consolidada nos Estados Unidos no começo dos anos 2000 e se espalhou pelo mundo ao longo do tempo. Oficialmente, a Black Friday ocorre no mês de novembro em todos os países, sendo que no Brasil não é diferente. Nesse sentido, a Black Friday brasileira de 2017 segue com a tradição, estando programada para o dia 24 de novembro deste ano.

Porém, o setor dos comerciantes discute que a data seja modificada a partir de 2018. A principal justificativa apontada é a de que as promoções de novembro vêm prejudicando as vendas natalinas esperadas para dezembro, o que tem trazido prejuízos às empresas. Ao mesmo tempo, os defensores da modificação acreditam que ao transferir o evento para outra data, meses com baixa rotatividade – como setembro – podem se tornar um novo período de boa movimentação no mercado.

A discussão existe há um tempo, mas neste ano ganhou corpo e têm dado o que falar. De acordo com as informações da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), a data é uma reclamação recorrente entre os comerciantes, sendo que 70% dos varejistas acham a mudança uma boa estratégia. A alteração anteciparia a Black Friday para a segunda quinzena de setembro em 2018.

Apesar de existirem defensores da modificação, há quem aponte problemas na mudança. O primeiro empecilho apontado relaciona-se com o marketing envolvido na data, já que o cenário nacional já associa o mês de novembro às promoções: inserir uma nova data no imaginário do consumidor é um processo lento e que exige investimentos. Outro problema a ser levantado em consideração é o fato de a data ser mundial, o que significa que só o Brasil ficaria diferente. Fato que poderia trazer prejuízos, tendo em vista que o mercado atual é bastante internacionalizado.

Mesmo com as dificuldades alfandegárias impostas pelo país nas compras por importação, o consumidor ainda pode encontrar vantagens em esperar a Black Friday de outros países, já que as promoções no mercado nacional nem sempre são muito atraentes, quando comparadas ao mercado externo.

Uma solução apontada para os problemas mencionados é a criação de duas Black Friday. Mas essa ideia também tem seus problemas se pensarmos que já existe o Dia do Consumidor em 15 de março: teríamos um calendário com 3 datas promocionais, o que pode banalizar a ideia como um todo.

O fato é que essa discussão ainda deve ser muito enriquecida antes de qualquer decisão ser tomada. Que tal participar da conversa com a gente? Deixe sua opinião nos comentários aqui no Blog ou nas Redes Sociais da Alternativa e construa uma discussão plural com a gente!